Steve Jobs é o grande pop star da indústria. O que é muito justo. Afinal, hoje, são os seus produtos que alçam artistas ao estrelato. Quem não estiver no iTunes não existe. Tocar só na rádio não basta, é preciso estar dentro de cada iPod. Se limitar ao cinema é pouco, é fundamental ser assistido no iPad. E como todo astro, sua morte causa, além de comoção, um desejo de consumo ainda maior.
Um exemplo do fenômeno Steve Jobs foi a corrida por informações sobre sua biografia, com lançamento previsto para o final de novembro. Até minutos antes de sua morte, a obra figurava perto da 420ª posição no ranking de pesquisas. Bastaram poucas horas para se atingir o topo da lista.
E os produtos de Steve Jobs continuam vendendo muito bem. Assim como ocorreu com as gerações anteriores do iPhone, os consumidores já se programam para substituir seus modelos antigos pela nova versão 4S, apresentada um dia antes de seu falecimento.
O interessante é que Steve Jobs ainda consegue ser um excelente gerente de marketing digital, mesmo após seu cadafalso. Por causa da comoção global de sua partida, concorrentes como o Google e Samsung adiaram o lançamento de um novo smartphone. O risco de fracasso é muito grande, uma vez que só se fala em Steve Jobs.
E para garantir aos fãs e consumidores que seu legado será perpetuado, a Apple divulgou nota afirmando que Steve Jobs, antes de deixar a presidência da empresa, preparou um cronograma de lançamentos e atualizações de produtos até 2015. Mesmo depois de morto, Jobs ainda é quem dá as cartas no mundo da tecnologia. iMortal!
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